A newsletter eletrônica Jornalistas&Cia entrevistou na semana passada o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no 9º trabalho do gênero com o que denomina “Protagonistas da Imprensa Brasileira” – os barões da mídia nacional.
Às tantas, um dos entrevistadores, o professor Carlos Chaparro, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, a ECA/USP, convidado a participar do pingue-ponge pelos editores de Jornalistas&Cia, Eduardo Ribeiro e Wilson Baroncelli, iniciou o seguinte memorável diálogo com o protagonista – uma verdadeira aula de jornalismo inquisitivo:
O senhor disse que a lei deve ser cumprida, pois sem lei não há democracia. A lei deve ser para todos.
Sim, a lei deve estar acima dos governantes.
E acima da imprensa também.
Sim.
Pois a lei diz o seguinte: gravações, mesmo autorizadas pela Justiça, não podem ser divulgadas se não servirem como prova em processo. A regulamentação de um preceito constitucional estabelece isso. No entanto, vulgarizou-se a transcrição de declarações de gravações, o que é uma transgressão à lei. Há aí um conflito jurídico, talvez, com a Lei de Imprensa, mas a lei estabelece isso. Inclusive, a gravação que não puder ser usada como prova tem que ser destruída. A imprensa está desrespeitando a lei, talvez para o bem da Nação, talvez para que a lei mude, não sei. Eu gostaria de saber, por exemplo, se as redações aceitariam ter gravadas e divulgadas as suas conversas, os seus acertos com as fontes etc. O que seria muito agradável para o público. A lei também diz que é um direito constitucional a inviolabilidade de uma porção de coisas, inclusive da honra etc. Quando se divulgam coisas sem ter a certeza de que são verdades, corre-se o grave risco de desrespeitar a lei. Por causa disso há uma grande quantidade de processos em cima das publicações.Depois da Constituição de 1988, quando, em vez de usar a Lei de Imprensa para processar os jornais, passou-se a usar a Lei de Responsabilidade Social, a quantidade de processos aumentou tremendamente, inclusive já com algumas sentenças pesadas. Isto levou as empresas jornalísticas a tomar cuidado com as imprudências, porque o jornalismo é por si um clima de impulsos para as imprudências. Hoje, o chamado Direito Preventivo entrou nas redações e eu gostaria de saber como isso se dá na Abril. Que cuidados a Abril tem para cumprir a lei e que cuidados tem para que as imprudências jornalísticas não terminem em processo?
Na resposta, Civita diz que os diretores de redação e os redatores-chefes são obrigados a fazer cursos internos sobre a Lei de Imprensa. E que a Veja tem uma advogada de plantão que examina os textos a serem publicados para que a revista não seja processada - “e para cumprir a lei, claro”. E, depois de uma pausa para meditação, completa: “Deveríamos fazer um debate aqui dentro sobre o uso de gravações, porque nunca fizemos. Tenho que pensar nisso, vou promover. Normalmente, nessa hora, um entrevistador comum se daria por satisfeito e iria em frente. Mas não o professor Chaparro. Ele insiste:
Porque por trás dessas gravações há sempre um interesse. Elas não chegam de graça às redações. Então é uma coisa que, a mim, como cidadão, preocupa. Outra coisa que me preocupa como leitor da Veja é a mistura, na minha opinião pouco inteligente e perigosa, que Veja faz de argumentação com narração. É comum a gente começar a ler uma reportagem com um adjetivo chamando o sujeito de ladrão, e xingando. Às vezes a gente não sabe se está lendo um editorial ou uma reportagem. Isto rouba eficácia ao texto, rouba eficácia à credibilidade da revista. Essa mistura de argumentação com narração é inevitável, mas me parece que no caso de Veja o que se sobrepõe a uma reportagem é a perspectiva argumentativa e não a narrativa. É um grande perigo para a revista. A mim, como leitor, é uma coisa que desagrada profundamente, porque o ajuizamento do repórter se coloca acima dos fatos. Sou assinante de Veja há 20 e poucos anos e não sei se isso preocupa o senhor ou não. A mim incomoda como assinante.
Nas cordas, o entrevistado tenta se defender com a lisonja e a anuência.
O senhor é muito crítico, experiente, bem informado e inteligente. E tem uma visão muito objetiva disso, vista de fora. Primeiro: a objetividade no ser humano é virtualmente impossível de alcançar, inclusive no jornalista. A gente deveria se esforçar para ser objetivo, acho que tem a obrigação de ser. Eu fico incomodado quando leio, não só em Veja como em qualquer lugar, em outras revistas e jornais, uma coisa que começa parecendo uma reportagem e acaba parecendo um editorial. Aí eu digo “Não pode fazer isso. Não deveria”. Eu concordo plenamente.
Só que o entrevistador, rigorosamente fiel ao gênero “Isso é coisa que se pergunte”, que a imprensa brasileira raramente cultiva, não deixa barato:
A questão não é moral, é técnica. É de comunicação.
Vem então essa antológica resposta:
Mas não deveria. Não pode começar contando uma história e terminar xingando a mãe de seja lá quem for. Por definição, não deve. Mas, por outro lado, os leitores clamam, não são como o senhor, querem que a sua revista se indigne. Eles querem. Os brasileiros, hoje, não posso falar de outras partes do planeta, mas os leitores de Veja querem a indignação de Veja. Eles ficam irritados conosco quando não nos indignamos. Estou tentando explicar, não justificar. Acho que Veja se encontra toda semana na difícil posição, de um lado, de saber que reportagem é reportagem e opinião é opinião, sendo que não tem editoriais além daquele da frente; e, de outro, sabendo que os leitores... É só ler as cartas, duas mil por semana, nós publicamos uma enorme quantidade de cartas justamente para que se possa sentir o cheiro do enxofre e da pólvora. E acho que quem está escrevendo ou editando se encontra em posição difícil de decidir o quanto deve deixar entrar a emoção e a indignação e o quanto não. É difícil. Eu reconheço que esta talvez seja a nossa maior questão, não a das gravações. Veja tem uma posição clara, ninguém duvida de como ela se situa. Tem gente que não a suporta e não a tolera, não quer ver nem pintada. A esquerda acha que somos de direita, a direita acha que somos de esquerda [comentário meu: mas nem a TFP acha a Veja de esquerda!], os liberais acham que somos contra, e deve ter as mães carolas que acham que somos anti-religião. Deve haver de tudo, entre os que não querem saber da revista. Mas a torcida é de cinco, seis, sete, oito milhões de pessoas por semana. Eles gostam, e a gente faz para eles (risos). Mas reconheço a sua posição...
Enfim, o golpe de misericórdia:
Acho que há outras maneiras de se fazer a mesma coisa, é um problema técnico, de linguagem, de que o jornalismo não se divide em opinião e informação, mas em argumentação e narração. Elas estão sempre inevitavelmente misturadas, mas quando se está lidando com narração a informação é que tem que ser colocada em evidência e não a opinião.
E o fecho em desespero-de-causa:
Vou convidar o senhor para um debate com os editores de Veja sobre isso. Vamos promover esse debate e eu quero ouvir.
A torcida do Flamengo também.
***
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Já ouvi tanto falar-se em escândalos neste País que eu até reluto em dizer, mas isto é um escândalo. Para mim a Veja funciona mais ou mebnos assim: "- Pessoal, vamos contar a história de Chapéuzinho Vermelho e o Lobo Mau, mas prestem bem atenção: os leitores querem que a Vovozinha coma o Lobo então, assim seja." Nada mais a declarar.
Helano Cid Timbó, Advogado
(Fortaleza/CE)
Enviado em 13/8/2007 às 6:42:39 PM
Como ex-leitor e ex-assinante de Veja, a gota d´água foi a capa com os dólares vindos de Cuba para financiar o PT. A imprensa tem todo o direito de apoiar qualquer governo ou partido, entretanto, deve-se manter responsável e diligente.
Fábio de Oliveira Ribeiro, advogado
(Osasco/SP)
Enviado em 13/8/2007 às 2:37:23 PM
A resposta do Civita foi exemplar: entre a INFORMAÇÃO e o LUCRO a escolha do editor da Veja é o LUCRO. Os leitores querem a indignação da Veja e o Civita vende o que eles querem comprar. E seu faturamento faz valer cada centavo que paga por informações, gravações, etc... Gostaria de fazer uma observação. O inquiridor parece não ter formação jurídica. Se tivesse saberia que há uma diferença entre uma gravação e sua utilização em Juízo. Só podem ser utilizadas em Juízo gravações lícitas (que são aquelas autorizadas pela Justiça ou pelo gravado). Mas se nem toda gravação é lícita e tem valor jurídico, QUALQUER gravação tem valor jornalistico, documental, histórico... Quem divulga gravação ilícita corre o risco de ser processado. E este me parece que é um risco que as editoras devem correr de vez em quando em benefício do cidadão.
Ratmir Cuna, Estudante de Jornalimso
(Belo Horizonte/MG)
Enviado em 8/8/2007 às 5:29:43 PM
Civita diz "A gente deveria se esforçar para ser objetivo, acho que tem a obrigação de ser", a questão é, o que a Veja considera de objetividade jornalistica? e qual o interesse da revista neste mundo? minhas dúvidas por ca foram sanadas com a seguinte declaração: "Mas a torcida é de cinco, seis, sete, oito milhões de pessoas por semana. Eles gostam, e a gente faz para eles (risos)".
Maria Izabel Ladeira Silva Silva, professora
(Aracaju/SE)
Enviado em 31/7/2007 às 10:54:37 PM
Luiz Weis, como observador faro fino que você é, fica de olho na Globo News. Aquela gente lá esta desesperada . . . Perto dos tele jornais o Civita é pinto! Até o programa de auto ajuda da Maria Beltrão radicalizou e vai " discutir" (advinha só ... )a infraestrutura portuaria do país !É uma fabrica de "apagão" ... haja "apagão" ... Mas o pior de tudo é o time de "comentaristas" ... quanta cara de pau! Uma vergonha! Sou forçada a dizer : Ai que saudade do Brizola! Só ele enfrentava essa cambada ...
Ivan Moraes, sem profissao
(Newark, NJ/MG)
Enviado em 29/7/2007 às 11:33:37 PM
"Civita diz ao professor: O senhor é muito crítico, experiente, bem informado e inteligente. O que será que o presidente da Abril quis dizer com os leitores clamam, não são como o senhor?": a direita muda de cara de acordo com o clilente. Ele estava tentando colocar uma separacao psicologica entre "nos" e "eles". O questionador virou "nos".
Carlos N Mendes, industriário
(Santos/SP)
Enviado em 29/7/2007 às 6:53:43 PM
Excelente análise do Caetano. Só acrescentando que jornalismo não "joga para a torcida". Jogar para a torcida é outra coisa. Fica a impressão que o velho Civita um dia teve que decidir entre vender batatas ou vender notícias. Optou por vender as melhores notícias que os leitores quisessem comprar, e que tal como as batatas, vendem melhor com uma embalagem mais bonita. Resumindo : a revista Veja é como o Coliseu romano, onde a platéia quer ver o sangue. Qualquer sangue. Essa platéia só usa o senso crítico para analisar o desempenho dos leões ou a dureza da carne dos cristãos. Pão, circo e me-engana-que-eu-gosto. Nada muito diferente do que Sílvio Santos fez por mais de 40 anos.
Caetano Biasi, estudante
(campinas/SP)
Enviado em 29/7/2007 às 3:11:33 AM
Civita assume, na nossa cara, o sensacionalismo da Veja e afirma que o bom senso, no jornalismo, é relativo. Já que, segundo ele mesmo:
Não pode começar contando uma história e terminar xingando a mãe de seja lá quem for. Por definição, não deve. Mas, por outro lado, os leitores clamam, não são como o senhor, querem que a sua revista se indigne.
Quer dizer senhor Civita que não pode xingar a mãe mas, se os leitores pedirem, fazer o quê? Esse "não são como o senhor" é absolutamente nojento. Numa resposta anterior Civita diz ao professor:
O senhor é muito crítico, experiente, bem informado e inteligente.
O que será que o presidente da Abril quis dizer com os leitores clamam, não são como o senhor? Na minha opinião, nesse ato falho - reconheço, foi um ato falho, talvez ele não quisesse dizer exatamente isso, só lhe passou pela cabeça -, ele assume ser impossível conciliar inteligência, e o fato de estar bem informado, com a leitura da revista Veja.
Abraços, Caetano www.parouparou.blogspot.com
Fabio Passos, Engenheiro
(Curitiba/PR)
Enviado em 28/7/2007 às 11:25:12 PM
Uma das provas do nosso subdesenvolvimento e atraso intelectual, é que há pessoas que levam a sério esta revista Veja. Impressionante o baixo nível deste Sr Civita. Veja é leitura apropriada apenas para aquela parte significativa da nossa classe média que é mal instruída.
Guinês Fernandes, auditor
(Santos/SP)
Enviado em 28/7/2007 às 9:54:21 PM
nformação nunca é demais.
Fábio Carvalho, Jornalista
(Porto Alegre/RS)
Enviado em 28/7/2007 às 8:31:52 PM
O presidente da Abril disse que os leitores da Veja compõem uma torcida. Sim, ele disse. Parece até o vilão interpretado por Jack Nicholson no xaropíssimo Código de Honra (um filme de tribunal americano, com Tom Cruise e Demi Moore nos papéis de mocinhos). "Eu ordenei o código vermelho". Memorável.
Ivan Moraes, sem profissao
(Newark, NJ/MG)
Enviado em 28/7/2007 às 8:27:16 PM
"os leitores que a compram, e que com certeza devem ter ido a escola um pouco mais que outros devem ter adquirido um "eu crítico" para dar como verdade o que está dito ali": adquirido ou perdido. Nao modifica o fato que a informacao ficou segurada na mao da extrema direita por quase uma semana para ser dada aa veja, de todas as revistas do Brasil, de toda a media do Brasil. Nao foi por acidente. Estou doido pra ver quantos perfis positivos de politicos de extrema direita a veja vai ter nas proximas, digamos, 6 semanas -ou esse "furo" eh pra pagar mais tarde? Quanto a ler los, nem os items dela aqui no OI eu leio: nao sou promiscuo nos meus clicks, estou orgulhoso deles. Eu dou valor a mim.
janes1@pop.com.br pretto, esteticista
(canoas/RS)
Enviado em 28/7/2007 às 7:11:28 PM
O observatório deveria voltar a ser só OBSERVATORIO. Tentando "passar"informações, mostrou-se um fracasso total.
ubirajara oliveira, blogueiro
(rio de janeiro/RJ)
Enviado em 28/7/2007 às 6:31:12 PM
Não sou pago por Veja para defendê-la mas salta aos olhos a excelente qualidade do jornalismo do Sr.: publica a pergunta na íntegra, e condensa a resposta, querendo dar a ver que o dono da Veja ficou constrangido ou acuado.
Acho que deve ter sido por isso que, triste e amuado ele esticou para o governo Lula a tábua de salvação para a versão do acidente da TAM com a matéria de capa dessa semana.
O que certos blogueiros de opinião (normalmente ex-funcionários dessas corporações) não se conformam e com a qualidade da apuração da chamada grande imprensa.
Se incorre em erros, também promove acertos (e muitos) na busca da informação. Veja o caso do acidente com o Airbus.
Onde se leu nesses quase dez dias do acidente que dois aviões do mesmo tipo já tinha sofrido acidentes idênticos, um em Taipei e outro nas Filipinas, onde?
Talvez em algum comentário escondido de leitor em algum blog ou jornal, e que nenhum desses articulistas engajados foi capaz de levantar como notícia.
http://politicacomovcve.blogspot.com
ubirajara oliveira, blogueiro
(rio de janeiro/RJ)
Enviado em 28/7/2007 às 6:29:27 PM
Se Veja detêm 8/9 milhões de leitores como diz o Sr. Civita na tal entrevista não é porque tem dinheiro para gastar com publicidade.
É porque os leitores que a compram, e que com certeza devem ter ido a escola um pouco mais que outros devem ter adquirido um "eu crítico" para dar como verdade o que está dito ali.
Se propaganda ganhasse o jogo Lula hoje seria uma unanimidade, sem precisar arrumar claques para viver andando por ai com as suas "verdades".
Queria que o tal debate que o Sr. Civita tivesse se dado com o nosso presidente, com ele podendo ser replicado de maneira tão intensa se sustentando no argumento sem bradar um palavrão ou elevar o seu tom rouco de voz de maneira ameaçadora, semblante raivoso (essa é a técnica que sempre usa para ganhar a briga) como se tivesse chamando para o braço o seu interlocutor.
Ganhar no grito é fácil. Difícil é saber perder com elegância e educação.
http://politicacomovcve.blogspot.com
Ivan Moraes, sem profissao
(Newark, NJ/MG)
Enviado em 28/7/2007 às 6:07:27 PM
Colocar toda a culpa no piloto eh a tipica tecnica latino americana de lidar com seu complexo de inferioridade: "foi o sargento". Tem culpa pra dar e vender nessa historia, pra todo mundo. E mesmo assim o resto do pais chupa o dedo enquanto SP ganha outro aeroporto internacional. Deve ter valido tanto a pena como a superfaturacao do numero de vendas de ingressos do Pan valeu pros cariocas.
Ivan Moraes, sem profissao
(Newark, NJ/MG)
Enviado em 28/7/2007 às 5:42:56 PM
Uai, Cid, eu falei isso que a Veja falou ha uns 4 dias. Isso tudo ficou obvio quando foi descoberto atravez da caixa preta que as ultimas palavras do piloto nao tinha sido "Et tu, Lula" e a media achou seu lugarinho de empregada domestica de novo, preparando se pra pisar nas proprias pegadas pra nao deixar rastros de chiliques. A caixa preta vazou ha quase uma semana. Chama se apagar a historia. Nao modifica o fato que esta todo mundo com cara de culpado e a imprensa com cara de baranga de 7 dolares. Por sinal, o preco da veja por aqui.
Afonso Vieira, Autônomo
(Tangará da Serra/Mt)
Enviado em 28/7/2007 às 5:24:19 PM
Vou ser bem sincero, ao menos ele teve hombridade de admitir, coisa que outros que pagam de éticos não têm. A Veja não é a mais vendida e lida à toa, ela se porta como uma empresa que busca entre outras coisas o lucro. Deve se valer de pesquisas para saber o que seu público alvo quer ler. E para ser franco, ainda dá show na concorrência, ao menos não é hipócrita, e depois dessa, o Civita subiu no meu conceito. O que esperavam, mentira? Relativismo moral? Antes que me esqueça, ainda têm idiotas que acham que a Veja e a Globo são de esquerda. Tem trouxa para tudo, tem quem acredite em imparcialidade e isenção da imprensa.
Marco Antônio Leite, T.P.A.
(São Caetano do Sul/SP)
Enviado em 28/7/2007 às 5:04:52 PM
O principal culpado pelo acidente com o avião da TAM é o pai dos miseráveis economicamente, culturalmente e politicamente falando. Um presidente que governa para os ricos e, adoça a boca da ralé com cestas, bolsas, sacolas, embrulhos, pacotes e agregados dos mais variados tipos, os quais dão inveja nos mais delicados estilistas de roupas populares. Para os esquerdinhas festivos, o referido acidente tem várias causas, podemos incluir atos inseguros aliados a condições inseguras, com prevalência para às condições inadequadas de segurança na fonte. O Lulla é uma figura grotesca do ponto de vista de pilotar uma máquina do tamanho deste gigante adormecido. Portanto, trata-se de um piloto de fogão a lenha, dos piores que circulam pelas vias esburacadas deste Brasil varonil.
José Paulo Badaró, motorneiro
(São Paulo/SP)
Enviado em 28/7/2007 às 2:58:32 PM
Acho mais fácil pegar um leitão ensaboado do que esse italiano. Enrolador de dar inveja ao Maluf. Em todo caso, e nas entrelinhas, dá pra perceber bem como funciona a cabeça de um empresário sem escrúpulos, que cresceu assustadoramente a partir do dia em que sentou no colo da ditadura militar em troca da demissão do Sr. Mino Carta.
Diaulas dos Santos Navarro, Metroviário
(Carapicuiba/SP)
Enviado em 28/7/2007 às 2:44:52 PM
O sr Civita assim como a Familia Mesquita e a Marinho sabe que o seu público é divido em alienados e neonazistas.Pessoas que querem distribuição de renda, reforma agrária, melhores condições de vida para a maioria da população, não fazem parte do seu publico-alvo!Tanto que nesse meios de comunicação é claro a a raiva que eles tem das pessoas que militam no Mst, Une,Cut, Pt, Pc do B,etc>E Eles nem se incomodam em não ter estas pessoas como leitores, pois o objetivo destes meios de comunicação são outros e não informar o leitor!
Cid Elias, hoteleiro
(fortaleza/CE)
Enviado em 28/7/2007 às 1:33:33 PM
Luiz, o que o senhor vai dizer agora? Começou a operação "morder a língua", e quem saiu na frente, para espanto geral da nação, foi o panfleto do sr civita. Luiz, releia teus artigos e depois leia isto: "..Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus...uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo. A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente..." REVISTECA VEJA
Eduardo Alex, Servidor Público
(Vila Velha/ES)
Enviado em 28/7/2007 às 12:51:47 PM
Concordemos ou não, arrasador!!!
Jose de Almeida Bispo, Publicitario e radialista
(Itabaiana/SE)
Enviado em 28/7/2007 às 12:34:33 PM
O "nobre" Civita não está nem aí pra essas argumentações. A turma dos INDIGNADOS DA DASLU, vulgo CANSEI, (ou Marcha com Deus Pela Liberdade 2007) continuará garantindo a tiragem da revista. Adorei a letra da turma da Banda Marginal em Sou da Classe Média (Festival da Cultura/2005).
Marcelo Ramos, Publicitario
(São Paulo/SP)
Enviado em 28/7/2007 às 12:01:46 PM
Puxa, esse cara podia publicar um livro do tipo "Como esquiar sem neve". O cara escorrega mais que sabonete molhado. Se ele continuar assim, a Veja pode fazer contratos de publicidade do Phebo, Dove, etc. Será que ele fica escorregando pra não dizer que a Veja é eventualmente financiada por um certo segmento de direita brasileiro? O perguntador poderia ter perguntado se o Roberto Civita lê e faz "sugestões" aos textos da revista. O perguntador também poderia ter perguntado como foi que eles chegaram à conclusão de que um certo fulano trouxe dólares de Cuba em garrafas de whiski, e como o fulano fez pra dobrar as verdinhas e enfiar dentro das garrafas. Essa eu gostaria muito de saber.
José de Souza Castro, Jornalista
(Belo Horizonte/MG)
Enviado em 28/7/2007 às 11:41:58 AM
Sou um leitor semanal do professor Chaparro, lá no Comunique-se. Já aprendi muito com ele. Espero que o capo da editora Abril também aprenda. Parabéns, Weis, pelo artigo.
Ivan Moraes, sem profissao
(Newark, NJ/MG)
Enviado em 28/7/2007 às 11:06:54 AM
Estou molhado de preocupacao pela terrivel posicao da Veja, mas bolsao de extrema direita eh, ainda, o que eles cultivam. Alienacao, discriminacao, preocupacao da elite... o que mais? O psiquiatra da Veja eh quem mesmo? A presenca da Veja num pais como Brasil eh uma aberracao, e funcionam em prol da veneluelizacao, como ela sabem muitissimo bem. Ela eh paga pra isso.
JOSE ORAIR Silva, BANCÁRIO
(BELO HORIZONTE/MG)
Enviado em 28/7/2007 às 10:53:47 AM
Em outras palavras, a notícia é um produto como qualquer outro. Se os consumidores de notícia desejam receber numa só salada de fácil digestão as informações misturadas com as opiniões e uma boa dose de indignação, é preciso atendê-los... O empresário não está interessado nas informações, nas opiniões e nem na indignação, mas apenas no lucro...Segregar as informações das opiniões e da indignação dá muito trabalho, aumenta o custo e seria como atirar pérolas aos porcos... Se a revista vende, como afirma, cerca de 1.200.000 exemplares, misturando num mesmo pacote as informações, opinião e indignação, o empresário está certo ou não? Os puristas dirão que não, mas os adeptos da teoria do livre mercado, certamente mais numerosos, dizem e reafirmam semanalmente que sim...Entretanto, por uma questão de justiça, é relevante indagar também se as demais revistas semanais têm se dado ao trabalho de fazer a separação entre a opinião e a informação...
pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação.
Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre
outras atividades, foi redator-chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ",
editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa
"Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos
especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de
"Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime
militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.),
1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato
da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio
Esso de Jornalismo Científico, em 1990.
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